
Sim, ela não era apenas uma coruja com seu ninho na cabeça naquele palco inglês. Ela foi até lá para mostrar que poderia fazer aquele jurado queixudo ficar de “queixo caído”. E assim ela fez... Não sei se vocês notaram, mas, eu conseguia visualizar uma faísca de deboche no olhar congelado e sereno da corujinha inglesa. Ela irradiava contidos raios de uma deliciosa futura vingança. Vingança pelas vezes que a julgaram, assim como naquele lugar, pela sua aparência; vingança pelas tantas vezes que tentou mostrar seu dom e foi recusada antes mesmo de abrir a boca; vingança pelas vezes que um cavalheiro decidiu ajudar a moça do lado com aquelas sacolas minúsculas, enquanto ela com aquele monte de compras se esforçava para chegar em casa, só porque a outra tinha alguns quilos e anos a menos... Ah!Mas ela iria se vingar...
Quando um pais inteiro esperava mais uma trapalhada de alguém dos reality shows da vida, a corujinha cantou tal como rouxinol fagueiro que há três anos não acasalava. E o pais estupefou-se, e as gargalhadas que já se aqueciam nas milhares de gargantas
regadas pelo chá das 15:00h, explodiram em palmas invejosas e envergonhadas.
Quando um pais inteiro esperava mais uma trapalhada de alguém dos reality shows da vida, a corujinha cantou tal como rouxinol fagueiro que há três anos não acasalava. E o pais estupefou-se, e as gargalhadas que já se aqueciam nas milhares de gargantas
regadas pelo chá das 15:00h, explodiram em palmas invejosas e envergonhadas.

